Estresse tóxico crônico associado à negligência intrafamiliar: relações com a memória de trabalho e a desmotivação acadêmica em adolescentes
DOI:
https://doi.org/10.63803/prisma.v2n3.36Palavras-chave:
Estresse tóxico, Negligência intrafamiliar, Memória de trabalho, Desmotivação acadêmica, Adolescência, Revisão bibliográfica, Delineamento não experimentalResumo
O presente artigo analisa, a partir de um delineamento documental não experimental, a relação entre o estresse tóxico crônico associado à negligência intrafamiliar, a memória de trabalho e a desmotivação acadêmica em adolescentes. Define-se explicitamente como uma revisão narrativa integrativa com busca documental sistematizada, não exaustiva, e não como uma revisão sistemática PRISMA ou metanálise. Não há manipulação de variáveis, aplicação de intervenção nem coleta de dados primários de estudantes; o objeto de análise é constituído por publicações científicas, revisões, estudos empíricos observacionais, diretrizes institucionais e referenciais teóricos revisados por pares ou emitidos por organismos especializados. A busca foi atualizada e verificada em 30 de junho de 2026, mediante um corpus documental selecionado com base em pertinência conceitual, atualidade, revisão por pares, utilidade educacional e autoridade institucional. Foram incorporados descritores em espanhol e inglês, operadores booleanos, critérios de inclusão e exclusão, critérios de descarte, uma matriz de rastreabilidade do corpus e uma avaliação qualitativa da qualidade das fontes. Os resultados são organizados em uma matriz comparativa que contrasta evidências sobre maus-tratos e negligência, estresse tóxico, funções executivas, memória de trabalho, motivação acadêmica e fatores de proteção no ambiente escolar. A síntese demonstra convergência no sentido de que a negligência e outras experiências adversas podem estar associadas à ativação prolongada do estresse, a dificuldades nas funções executivas e a uma menor participação acadêmica; no entanto, essas relações são probabilísticas, contextuais e não deterministas. Conclui-se que a memória de trabalho pode ser compreendida como um mecanismo cognitivo relevante para explicar determinadas formas de desmotivação acadêmica, desde que seja considerada de maneira integrada com o apoio docente, o vínculo escolar, a saúde mental, o sono, os recursos familiares e a proteção de direitos (Shonkoff et al., 2012).
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